Rinoplastia Funcional

Variações das estruturas nasais internas podem estar associadas à obstrução nasal e alterações da aparência do nariz.A Rinoplastia Funcional tem como objetivo corrigir essas alterações, reestruturando a arquitetura nasal para que o paciente consiga respirar plenamente pelo nariz e de forma duradoura, além de proporcionar melhor equilíbrio estético.Pacientes com desvio de septo muito acentuado e/ou histórico de cirurgia nasal prévia, podem não ter seu problema solucionado por uma cirurgia convencional de correção de desvio de septo e redução de cornetos (carne esponjosa), necessitando de técnicas mais elaboradas para corrigir o problema. Nesses casos, devemos considerar a Rinoplastia Funcional.

10 dicas para um bom resultado cirúrgico

1 – Tome sempre a medicação prescrita por seu médico de forma correta e em horários precisos. 2 – Alimente-se de acordo com as orientações para cada procedimento de forma equilibrada e balanceada e ingira muito líquido. 3 – O pico máximo da dor normalmente é notado após 12 horas da cirurgia e o pico máximo do edema (inchaço) normalmente é constatado após 72 horas. 4 – O repouso físico é muito importante para a recuperação, principalmente nos primeiros três dias. Algumas vezes observamos pacientes que se sentem tão bem após dois dias da cirurgia, que negligenciam os cuidados. O abuso normalmente piora muito o quadro durante os dias subseqüentes. 5 – Compressas de gelo podem ser úteis para evitar o inchaço. A maneira mais fácil de aplicar é picando o gelo e colocar em uma bolsa térmica ou em um saco plástico. Aplique o gelo, sempre que possível, com intervalos regulares de no máximo três minutos, sempre com um ou dois minutos de descanso. Suspenda a aplicação por mais tempo se notar a pele muito avermelhada ou insensível. O gelo deixado demasiadamente em contato com a pele pode trazer danos. Normalmente o procedimento é realizado até o terceiro dia após a cirurgia. 6 – A prática de atividades físicas e a exposição ao sol devem ser suspensas pelo tempo determinado por seu cirurgião. Use filtro solar todos os dias que sair de casa e barreiras mecânicas efetivas quando a exposição solar for inevitável (chapéus/guarda-sol/roupas, etc). Lembre-se que o ‘mormaço’ é nada mais que a luz solar refletida e agride a pele da mesma maneira. 7 – Higienize o local operado conforme a orientação de seu cirurgião. 8 – Não espere grandes resultados logo após a cirurgia. Inchaço, manchas rochas, sensações de perda de sensibilidade, coceira próximo ou nas áreas operadas são comuns e normais, desaparecendo com o decorrer das semanas. 9 – O resultado final da cirurgia normalmente poderá ser avaliado a partir do sexto mês do procedimento. Assim, não dê ouvido a comentários neste período, caso sua cirurgia ainda não tenha atingido o resultado pretendido. 10 – Entre em contato seu cirurgião caso ocorram sintomas não esperados , como hemorragia, saída de secreção das cicatrizes e abertura de pontos.

Cirurgia do nariz com laser

O uso do laser no corneto inferior foi introduzido na década de 80, na tentativa de reduzir os riscos de complicação e tornar mais confortável o procedimento, permitindo o uso ambulatorial e a anestesia local. A vantagem do laser está associada a suas propriedades físicas, que permitem cortar, vaporizar e coagular tecidos com precisão e menor dano térmico lateral. Sua interação com os tecidos se dá através de um feixe de luz de pequeno diâmetro, com penetração milimétrica e que pode ser levado até os tecidos através de fibras ópticas da ordem de micrômetros de diâmetros. Os lasers mais estudados na cavidade nasal são o Ho:YAG, Nd: YAG, CO2, KTP/532 e o Diodo. O que varia em cada tipo de laser é o comprimentos de onda do feixe de luz emitido e, com isto, sua absorção pelo tecido.O laser pode ser aplicado nos tecidos de forma contínua ou pulsátil, diretamente na superfície mucosa ou intraturbinal, em diferentes potências e tempo de aplicação. Diversas combinações são possíveis e irão determinar o efeito térmico tecidual da energia final entregue ao tecido, com impacto no tempo cirúrgico, quantidade de tecido removido, sangramento, lesão do epitélio mucoso, formação de crostas e resultados a longo prazo. De acordo com Hol et al, o procedimento ideal objetiva redução volumétrica com preservação da mucosa funcional. Neste sentido o uso do laser na superfície mucosa não parece ser o procedimento ideal, sendo preferível seu uso na forma intraturbinal.A escolha do modo pulsátil permite remoção de tecidos moles e coagulação, com um intervalo para resfriamento dos tecidos, o que diminui o dano térmico lateral ou área de hipertermia, tornando o procedimento mais preciso.

Cirurgia minimamente invasiva do nariz e seios paranasais

Respirar é indispensável para que possamos viver. E para respirar, é necessário que o ar seja conduzido até os pulmões. O órgão responsável pela entrada de ar no nosso organismo é o Nariz, que não serve apenas para conduzir o ar, mas também funciona como filtro, aquecedor e umidificador, proporcionando ótimas condições para as trocas gasosas necessárias à nossa sobrevivência. Estas funções do Nariz são tão importantes que o mínimo impedimento ao fluxo de ar nos traz enorme desconforto, fazendo com que a obstrução nasal se torne um transtorno, prejudicando a qualidade de vida com doenças e deformidades faciais. Todos nós, ao longo de nossas vidas, já sofremos alguma vez de obstrução nasal aguda sem maiores repercussões, geralmente devido a um processo viral, como em um resfriado comum. No entanto, algumas vezes esta obstrução aguda pode se complicar, levando a processos infecciosos maiores, como Sinusite e Otite. A Obstrução Nasal crônica pode ter várias causas, que variam entre alterações anatômicas e funcionais. Este distúrbio pode ocorrer em todas as idades. Crianças comumente sofrem de Obstrução Nasal por Hipertrofia Adenoideana. No entanto, a Obstrução Nasal pode ocorrer também devido a alterações congênitas, como a Imperfuração Coanal ou a Meningoceles. Nos adultos as principais causas são o Desvio de Septo Nasal e a Hipertrofia de cornetos nasais, associados às sinusites crônicas. Os Tumores Nasais não ocorrem tanto quanto as causas benignas de Obstrução Nasal, mas só podem ser excluídos após consulta com otorrinolaringologista.A parte interna do Nariz é recoberta por uma mucosa, que serve como um “tapete”, protegendo todas as estruturas internas do Nariz: Cornetos, Septo Nasal, Adenóide e Seios da Face. Por ser um tecido do organismo, a mucosa está sujeita a desenvolver tumores, que ocorrem quando há uma falha na divisão das células, resultando em uma multiplicação exagerada do tecido. Como o Nariz é estreito, esses tumores acabam causando nos pacientes sintomas de Obstrução Nasal, Sinusite ou Sangramento. Por isso, é muito importante a realização de exames como a Nasofibroscopia e a Tomografia, para o diagnóstico dos tumores, já que, quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as chances de o tratamento ser efetivo. Independente da causa, quando não respiramos adequadamente pelo Nariz, prejudicamos todas as importantes funções do Nariz (aquecimento, umidificação e filtragem do ar), e diminuímos ou até perdemos o olfato. A voz se torna anasalada e somos obrigados a respirar pela boca, favorecendo infecções de garganta, laringe e pulmão. A drenagem da secreção nasal se compromete, Sinusite e Otite se tornam freqüentes, trazendo dores de cabeça e dos ouvidos. O Ronco e Apneia do Sono são problemas gerados ou agravados pela Obstrução Nasal, assim como as deformidades faciais e dentárias nas crianças, que cresceram respirando pela boca. Tais deformidades poderiam ser evitadas se o tratamento tivesse sido administrado na infância. Quanto ao tratamento, em muitos casos os tratamentos clínicos, à base de medicação antiinflamatória, antialérgica e antibiótica, se mostram ineficazes,necessitando de umaintervenção cirúrgica. Isso geralmente ocorre nos casos de Obstrução Anatômica ao fluxo de ar, como em Desvio de Septo, Hipertrofia de Cornetos, Hipertrofia Adenoideana, Sinusite Crônica e Tumores. A Cirurgia Nasal evoluiu muito nos últimos anos adotando o conceito das cirurgias minimamente invasivas, onde novas técnicas como a cirurgia vídeo-endoscópica, se associam as novas tecnologias como a Laser, Radiofreqüência, microdebridador, colas biológicas e hemostáticos. A cirurgia minimamente invasiva não deixa cicatrizes externas e torna o pós-operatório muito mais tranqüilo para o paciente, reduzindo muito o risco de sangramentos e complicações, excluindo a necessidade de tampões nasais, preservando a estrutura nasal, sem alterações estéticas e muito pouco dolorosas. Muitas vezes, nos acostumamos com a Obstrução Nasal e não damos à devida importância a esta patologia até que apareça alguma complicação. No entanto, são poucos os que descobrem uma vida nova e melhor, sem Dores de Cabeça, sem Roncos, Espirros, Rinorréia, Mau Hálito, Respiração Bucal ou Infecções na Garganta após o tratamento da Obstrução Nasal.