PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA DE AMIGDALAS E ADENOIDE

As amígdalas são dois agregados linfóides localizados uma de cada lado da garganta. As adenóides são constituídas pelo mesmo tecido das amígdalas, localizada na parte de trás do nariz. As amígdalas e adenóides são muitas vezes removidas quando se tornam grandes e bloqueiam a via aérea superior, causando dificuldade respiratória. Pode também ser necessária a remoção quando ocorrem várias infecções de garganta (6 infecções durante um ano ou 5 infecções durante seis meses). O procedimento de remoção das amídalas é chamado amigdalectomia e das adenóides adenoidectomia e geralmente são feitas em conjunto: Adenoamigdalectomia: A adenoamigdalectomia é um procedimento cirúrgico que dura em torno de 30 a 60 minutos e é feito sob anestesia geral. Normalmente os pacientes permanecem no hospital ou clínica após a cirurgia para observação, tendo alta no mesmo dia. Pode ser necessário passar a noite após a cirurgia se ocorrer sangramento excessivo ou pouca ingestão de líquidos pelo paciente após a cirurgia. Após a cirurgia… As maiorias dos pacientes precisam de 4 a 7dias para se recuperar após a cirurgia. Alguns se recuperam mais rapidamente; outros talvez precisem de duas semanas para uma recuperação total. Algumas recomendações devem ser seguidas: Ingestão de líquidos e comidas: O mais importante para uma boa recuperação após a cirurgia é que o paciente tome muito líquido. Leites e derivados gordurosos devem ser evitados nas primeiras 24hs depois da cirurgia. Ofereça sucos, refrigerantes, iogurte, pudim, sorvetes, gelatinas, vitaminas, farinha Láctea com leite, alimentos batidos no liquidificador, sopas. É ideal que o paciente faça uma dieta com alimentos frios, evitando uma dieta quente. Alimentos duros e ásperos devem ser evitados por 7 dias. Alguns pacientes podem ter náuseas e vômitos após a cirurgia nas primeiras 24 hs. Contate o seu médico se algum sinal de desidratação ocorrer (olhos fundos, urinar menos de 2 -3 vezes ao dia, choro sem lagrima, boca/ lábios secos). Febre: Febre baixa pode ocorrer nos 3 primeiros dias após a cirurgia. Entre em contato com seu médico se ocorrer febre superior a 38o C. Exercícios físicos: Devem-se evitar exercícios físicos por 15 dias após as cirurgias. Recomendam-se atividades recreativas leves em casa acompanhadas por adultos. Respiração: Roncos e obstrução nasal podem ocorrer devido ao inchaço após a cirurgia, o que normalmente melhora após 10 a 14 dias. Uma placa branca de cicatrização ocorre após a cirurgia no local onde estavam as amígdalas. NÃO É INFECÇÃO! Sangramento pequeno pode ocorrer após a cirurgia, pequenos filetes de sangue na saliva ou pelo nariz podem ser encontrados. Sangramento em excesso. NÃO DEVE OCORRER!!! Caso ocorra, contate imediatamente o seu médico ou leve o paciente ao pronto socorro do hospital onde a cirurgia foi realizada. DOR: quase a totalidade das crianças e adultos que sofrem uma adenoamigdalectomia se queixam de dor na garganta! Algumas podem se queixar de dor no ouvido (dor reflexa) e algumas pode se queixar de dor no pescoço ou na mandíbula (devido à posição no momento da cirurgia). Para que não haja dor excessiva e o pós-operatório ocorra mais tranquilamente de as edicações prescritas por seu médico nos horários marcados. É melhor acordar o paciente e instituir a medicação antes que a dor comece.

Criança com sono agitado: o que fazer?

O sono agitado na infância pode estar associado ao que chamamos de distúrbio respiratório obstrutivo do sono, ocasionado principalmente pelo aumentos da adenóide a amídalas (tonsilas), o que provoca obstrução na passagem de ar e pausas na respiração com micro despertares durante o sono. O grande problema é que, em estudos recentes, esse sono de má qualidade pode levar a quadro semelhante a hiperatividade, com irritabilidade, baixa concentração e memória, comprometendo principalmente o desempenho escolar. Diante destes sintomas a primeira coisa a fazer é um estudo do sono (polissonografia), onde podemos encontrar alterações características, confirmadas com exames de imagem como o RX ou Tomografia. A boa noticia é que, se for este o problema, ele pode ser resolvido com a remoção das tonsilas, evitando qualquer comprometimento no desenvolvimento da criança.

Como limpar o nariz do seu filho

APRENDA COMO FAZER PARA LIMPAR O NARIZ DE SEU FILHO. HIGIENE DO NARIZ: É muito importante sabermos como limpar o nariz de nossos filhos. A limpeza nasal adequada pode prevenir doenças respiratórias e ajudar no tratamento das rinossinusites, como nas gripes e resfriados. Removendo as secreções: Crianças menores (ou lactentes), ou aquelas que ainda não sabem como assoar o nariz: deve-se fazer a higienização nasal com soro e, com cuidado, usar uma haste com algodão na extremidade para retirar as secreções da parte mais externa das narinas. Nunca introduzir profundamente a haste. Crianças maiores: Peça a seu filho para assoar levemente o nariz. Em caso de obstrução nasal, não se deve assuar o nariz com força. O hábito de assuar fortemente quando o nariz está entupido pode enviar secreções para os ouvidos ou para as cavidades paranasais. Lavando o nariz das crianças: Promover um ambiente tranqüilo; Explicar para a criança a importância da limpeza do nariz e como ela será feita; Aquecer o soro fisiológico ou similar até a temperatura corporal. Pode também, friccionar o vidro entre as mãos para aquecer o conteúdo; quando aquecer em banho-maria ou no micro-ondas, avaliar a temperatura do soro no dorso da mão; Cuidados com o soro fisiológico Armazenar em geladeira. Renovar a cada 07 dias. Não deixar o conta-gotas entrar em contato com o frasco de soro (colocar o soro da limpeza em um pequeno copinho e desprezar o soro que sobrar). Algumas embalagens em formato de spray do soro fisiológico foram desenvolvidas para se evitar a contaminação e para facilitar a limpeza nasal. Além disto, o fluxo contínuo de ar pelo nariz é um dos responsáveis pela retirada das secreções que são formadas dentro do nariz. Portanto, para que as crianças tenham um nariz limpo é preciso que elas respirem adequadamente.

Resfriados e Gripes

Resfriados e gripes são afecções comuns no nosso dia a dia. Ao longo da nossa vida, somos acometidos por vários desses episódios. A maior parte deles é resolvida sem maiores complicações. Contudo, é sempre aconselhável consultar um médico para o correto diagnóstico e orientação adequada. Resfriados comuns são infecções virais auto-limitadas do trato respiratório alto. Adultos têm em média dois a quatro episódios de resfriados por ano e crianças, seis a oito. Você sabia que: Em 40% dos casos são causados pelo rhinovírus, seguido pelo coronavírus. Existem mais de 100 diferentes tipos de rhinovírus e essa diversidade prejudica os esforços para a obtenção de vacinas específicas. A gripe, por sua vez, é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada pelo vírus influenza, que apresenta três sorotipos: A, B e C. A gripe tem desencadeado epidemias periódicas em determinadas regiões e, eventualmente, atinge o mundo todo (pandemia). A cada dois a quatro anos, por exemplo, ocorre uma epidemia causada pelo vírus B. O vírus C não tem produzido epidemias e raramente causa enfermidade clínica. Os vírus do tipo A são mais importantes no que diz respeito às pandemias. Em 1918-1919, a pandemia de influenza foi responsável por 20 milhões de óbitos. O quadro clínico dessas afecções é parecido, com período de incubação de 1 a 04 dias, sintomas de início súbito caracterizados por manifestações no trato respiratório superior como coriza, espirros, dor de garganta, tosse, além de manifestações sistêmicas como febre, mal-estar, perda de apetite, dor de cabeça e dores musculares generalizadas. O tratamento é basicamente sintomático, sendo recomendados analgésicos antitérmicos e antiinflamatórios. O uso desses medicamentos deve ser feito sob orientação médica, pois podem apresentar alguns efeitos colaterais. Os sintomas da dengue podem ser inicialmente semelhantes aos do resfriado comum. No entanto, o uso de alguns medicamentos não é recomendado devido ao maior risco de sangramento nessa doença. Outros cuidados incluem dieta balanceada (verduras, frutas) e ingestão de grande quantidade de líquidos. O uso da vitamina C, apesar de amplamente divulgado, não tem bases científicas que comprovem sua ação nem na prevenção, nem no tratamento das gripes ou resfriados. Siga as recomendações e utilize repouso. Desejo uma boa recuperação!

Seu filho ronca?

Você certamente já ouviu a expressão “dorme como um bebê”. Quando ouvimos frases como essa, vem à nossa mente um sono tranqüilo. Naturalmente, você não imagina uma criança roncando, babando ou sem posição confortável para dormir. A criança que tem característica de sono agitada, que ronca, baba, nariz sempre obstruído, na maioria das vezes apresenta aumento da adenóide, um tipo de amígdala localizada atrás do nariz, vulgarmente chamada de ‘carne esponjosa’. A adenóide, bem como as amígdalas e várias pequenas glândulas presentes no trajeto entre o nariz e a boca, fazem parte de um sistema de reconhecimento e defesa de nosso organismo. A função da adenóide e das amígdalas, é registrar os possíveis agentes agressores ao organismo que estão no ar, para formar sua defesa através dos anticorpos. Durante os primeiros anos de vida, a adenóide é normalmente grande porque a criança está aprendendo a se relacionar com o mundo exterior, captando, registrando e arquivando conhecimentos sob a forma de anticorpos. Essa atividade da adenóide é fundamental, mas, muitas vezes acaba por trazer complicações porque seu tamanho atinge níveis que se tornam prejudiciais ao bom desenvolvimento da criança. Quando cresce muito, a adenóide pode inclusive, impedir totalmente a passagem de ar pelo nariz, o que ocorre principalmente à noite, porque o palato (céu da boca) cai sobre ela quando a criança se deita. O sono então se torna agitado. Sem respirar, a criança abre a boca, ronca, procura uma posição em que respire melhor, acorda com freqüência e muitas vezes só consegue dormir quase que sentada. O resultado imediato de toda essa dificuldade é aquela criança que pela manhã parece um urso em hibernação e você tem dificuldades para acordá-la. Crianças muito pequenas geralmente se comportam diferente frente a noites mal dormidas: ficam agitadas, com dificuldade paraem terminar qualquer atividade, quadro que muitas vezes é confundido com déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Quando o quadro é dramático, os pais logo procuram o médico na procura de ajuda, mas os casos não tão evidentes são arrastados durante anos, podendo ter conseqüências desastrosas. Para entender o que pode acontecer, devemos lembrar que a função do nariz não é a de simplesmente respirar, senão a respiração pela boca seria suficiente. Faça então um teste: inspire profundamente pelo nariz e sinta como é agradável a sensação de encher o pulmão ‘inteirinho’. Agora, tente o mesmo pela boca. Não conseguiu, não é? Então você percebeu que a respiração nasal é importante para a sensação de satisfação respiratória. Isso porque o nariz possui uma função de filtro, aquecendo, umedecendo, retirando os agressores do ar que você manda para o pulmão. Há ainda um reflexo desencadeado pela respiração nasal, que determina a expansão de toda a caixa do tórax, para permitir o preenchimento completo do pulmão pelo ar. Quando você respira pela boca, o ar vai para o pulmão sem tratamento, podendo gerar infecções pulmonares ou crises de bronquite e também não consegue ocupar completamente todo o espaço disponível. Uma vez que a plena respiração só é conseguida pelo nariz, como você mesmo observou a respiração bucal não é suficiente para uma boa oxigenação do organismo. De fato, as crianças respiradoras bucais tendem a ser menores e estudos científicos demonstram que possuem rendimento escolar mais baixo que as respiradoras nasais. Tal fato é atribuído à falta de oxigenação cerebral, que retira da criança parte de sua possibilidade intelectual. Existe ainda o fato de que o sabor dos alimentos está diretamente ligado ao seu odor. Quem não percebe a boca salivar na hora do almoço, quando sente um aroma gostoso de comida? Por não ter essa percepção, a criança respiradora bucal não tem bom apetite e seu desenvolvimento é comprometido. Um segundo aspecto a ser discutido é o acúmulo de secreções nas fossas nasais. Normalmente essas secreções são engolidas inconscientemente, mas a criança que tem uma ‘rolha’ atrás do nariz, não consegue. As secreções ficam paradas, servindo como meio de cultura para germes que podem agredir tanto o ouvido, levando às otites, como os seios paranasais, gerando as sinusites. As infecções tendem a se repetir, sendo esse mais um fator que compromete o bom desenvolvimento da criança. Um último problema a ser lembrado são as malformações faciais e de tórax em longo prazo. A passagem de ar pelo nariz é importante para a aeração dos seios paranasais, que vão formar os malares (bochechas). A tração dos músculos sobre a mandíbula, é também importante para o seu desenvolvimento adequado. A respiração bucal, além não gerar o estímulo que é preciso para o desenvolvimento dos ossos malares, impede que a criança mantenha a boca fechada, e, portanto a musculatura não faz as pressões necessárias sobre a mandíbula, que se torna hipodesenvolvida. A composição entre os dois problemas descritos, tem como resultado um rosto que se torna comprido e com a mandíbula curta. Em consequência ao mau posicionamento da língua durante o ato de engolir, o céu da boca torna-se alto e há desvio anterior da arcada dentária. Com o tempo, o tórax acaba se deformando pelo esforço contínuo em ‘buscar’ o ar. Todas essas alterações podem ser prevenidas se tratadas adequadamente. Seu médico otorrinolaringologista tem meios de diagnosticar e tratar os problemas que levam à respiração bucal. Se o diagnóstico for aumento de adenóide, tranquilize-se: o tratamento é simples e gratificante. Muitas vezes está indicada a retirada cirúrgica, com resultados que parecem milagrosos e são percebidos no mesmo dia da cirurgia. Portanto, se seu filho for uma dessas crianças, procure orientação especializada e veja como é fácil ver seu filho dormir como um bebê.