Como devo limpar os ouvidos

DEVO USAR COTONETES ? Não há necessidade de limpar os ouvidos usando cotonetes ou qualquer outro instrumento. O próprio organismo se encarrega de eliminar o excesso de cerume, jogando-o para fora do canal. Quando usamos cotonetes, acabamos por empurrar novamente para dentro do ouvido aquele cerume que o organismo já havia eliminado. A limpeza deve ser feita bem de leve e com cuidado com uma toalha, apenas no orifício externo do canal auditivo. O ritual começa com a inocente e justificável higiene externa. ‘Vou limpar só a parte de fora pra tirar o excesso’, é o que diz a maioria das pessoas que chegam até o consultório médico. Pode acontecer uma maior produção de cerume, em determinados momentos, como acontece com algumas mulheres no período menstrual ou com algumas pessoas em situações de estresse. Pessoas com pele oleosa também podem ter essa tendência. E é ao usar o cotonete para a dita limpeza superficial que mora o problema, isso não deve acontecer. Primeiro porque o ouvido já tem um mecanismo de auto-limpeza que empurra as células cutâneas mortas para fora. Segundo, porque o uso de cotonete pode causar um processo inflamatório que atinge a pele do canal auditivo externo, além de empurrar a cera para dentro, formando um tampão de cera. Esse tampão pode provocar uma sensação de eco e até comprometer a audição. E terceiro, porque, diferentemente do que muitos pensam o cerume não é sujeira, ele funciona na verdade como proteção. Outro problema bastante comum é a otite externa. Essa é uma infecção causada por microorganismos que podem ser transportados também pelo cotonete. Em alguns casos, os cotonetes podem ainda perfurar a membrana do tímpano, causando sangramento e surdez parcial. Neste caso, o paciente deve recorrer ao otorrinolaringologista.
Dúvidas sobre dor de ouvido

Sai secreção do meu ouvido freqüentemente. Isso é grave?Geralmente não. Algumas condições alérgicas afetam a orelha externa e podem ser controladas com medicações, cremes e gotas. Primeiro mandamento: Não coçar.Consulte o seu médico otorrinolaringologista. Toda vez que vou nadar e mergulho, eu fico com dor de ouvido. O que eu faço? A dor de ouvido relacionada ao contato com a água é muito comum, principalmente no verão. O principal cuidado é não deixar que o ouvido fique úmido. Sempre que a dor ocorrer deve ser devidamente tratada pelo otorrinolaringologista, que poderá fazer as devidas orientações ao paciente. Não pingue qualquer tipo de substância sem consultar o médico antes. Limite-se a tomar um analgésico. Meu ouvido ‘estala’ quase sempre. O que pode ser isso?Várias podem ser as causas para este problema tão comum. Muitas vezes, com a própria presença de cerume acumulado no canal auditivo ou por disfunção da tuba auditiva, o que costuma ocorrer quando o nariz está entupido. Não raramente, problemas de mastigação também podem causar essa sensação. Meu ouvido ‘tampa’ ao descer a serra ou andar de avião. Porque acontece isso?O ouvido tem uma comunicação direta com o Nariz através de um ducto chamado tuba auditiva. Entre suas funções está a de manter a pressão interna do ouvido em equilíbrio com a externa do ambiente. A diferença de pressão atmosférica não compensada pela tuba incompetente gera esse tipo de sensação, que normalmente é transitória. Eventualmente, essa sensação pode persistir por mais tempo e deve ser tratado, o mais rápido possível. Procure o seu otorrinolaringologista diante de uma situação como esta.
Infecção no ouvido

Uma das enfermidades que mais ocasiona dor e desconforto é a infecção do ouvido (otite). È comum sua ocorrência nos dois primeiros anos de vida em até dois episódios por ano. Muitas vezes esses quadros se tornam repetitivos e não respondem aos tratamentos clínicos convencionais, sendo identificado acumulo de secreção no ouvido médio (otitte média secretora). A otite média secretora é uma entidade clínica de evolução crônica, caracterizada pelo acúmulo de secreção protéica no ouvido médio. O pico de incidência se dá dos 2 aos 5 anos, com idade média de 4 anos. A incidência nos recém-nascidos e adultos corresponde a menos de 10% dos casos. O acometimento bilateral ocorre em 80% dos casos. Vários fatores influenciam a incidência populacional como clima, condições socioeconômicas (aglomerações), modo de vida (creches, tabagismo), fatores alérgicos e malformações congênitas (down, fenda palatina). São fatores de risco a prematuridade, obstrução nasal (adenóide) e o refluxo gastro-esofágico. A etiopatogênia, apesar de diversos trabalhos, não é completamente estabelecida, apontando o comprometimento da ventilação do ouvido médio, através da obstrução da tuba auditiva, como o principal envolvido. Os principais sinais clínicos são a hipoacusia, a otalgia, as otites médias aguda de repetição, plenitude auricular e vertigem. O diagnóstico se faz pela a otoscopia, sendo confirmada pela timpanometria. Na otoscopia a membrana timpânica se encontra opacificada, muitas vezes com bolhas e nível líquido, podendo estar abaulada inicialmente ou retraída posteriormente. Na timpanometria evidencia-se diminuição acentuada da mobilidade timpânica (curva b). A audiometria tonal revela, em estudo com 977 crianças , surdez de transmissão de 27 dB em média, nas freqüências de 500, 1000 e 4000 Hz. São diversas as formas de tratamento clínico proposto, utilizando antibióticos e corticoesteróides, associados ou isolados. A falha no tratamento clínico implica em resolução cirúrgica, com colocação de tubo de aeração. A evolução natural da doença, nos casos não tratados ou que evoluíram mal com o tratamento clínico, pode ocasionar o surgimento de otite média atelectásica e até colesteatoma.
Surdez

Audição é o sentido responsável por captar as informações sonoras que nos rodeiam, sejam elas sons de palavras ou não. Se você tem uma perda auditiva, ou conhece alguém que tenha, não está sozinho. Há pelo menos 25 milhões de brasileiros que têm diminuição de audição. A surdez pode causar problemas emocionais e psicológicos, alterações de aprendizado, alterações de fala, problemas no trabalho, insatisfação e solidão.A maioria das pessoas com perda auditiva (em torno de 90%) pode ser ajudada por meio de tratamento médico, cirúrgico ou de aparelhos de audição. Para entender como escutamos e onde está localizado o problema. COMO É O OUVIDO E COMO ESCUTAMOS?O ouvido é dividido basicamente em orelha externa, média e interna.A orelha externa compreende o pavilhão auditivo, o canal externo do ouvido e termina no tímpano (membrana do tímpano).A orelha média compreende o tímpano, os ossinhos do ouvido (martelo, bigorna e estribo e a parte chamada mastóide). Que são pequenas cavidades ósseas cheias de ar. Todo este espaço é fechado, tendo uma única comunicação com o fundo do nariz que se abre periodicamente, que é a tuba auditiva. O tímpano é uma membrana de pele muito fina, que fecha o fundo do canal externo do ouvido e divide este canal do ouvido médio. Esta membrana é muito móvel é como se fosse uma membrana de um tambor. A orelha interna corresponde à cóclea, labirinto e canal auditivo interno. Da cóclea sai o nervo auditivo que vai pelo canal auditivo interno até o cérebro. Neste canal interno, que é ósseo, também passa o nervo facial (responsável pela movimentação de músculos da face) e o nervo vestibular (responsável pelo equilíbrio). Este canal tem ligação direta com a sistema nervoso central, onde está o cérebro. O som se espalha através de uma vibração pelo ar. Esta vibração é captada pela orelha externa (pavilhão auditivo e canal externo do ouvido). Esta vibração atinge a membrana do tímpano que funciona como se fosse uma membrana de um tambor super sensível. Estas vibrações fazem a membrana timpânica vibrar. Na membrana do tímpano encontra-se fixado um pequeno osso chamado martelo. O martelo está articulado em um outro osso chamado bigorna que pôr sua vez articula-se no estribo. Este conjunto de pequenos ossos se movimenta com a vibração da membrana do tímpano e amplificam esta vibração como um sistema de ‘roldanas’ transmitindo esta vibração a uma pequena membrana que se encontra encostada no estribo e inclui o canal da cóclea. O canal da cóclea é cheio de um líquido e tem a forma em espiral como de um caracol. Com a vibração da cadeia de ossinhos que conseqüentemente faz vibrar a membrana da cóclea, este liquido se movimenta dentro da espiral coclear. A espiral é revestida internamente de células que tem cílios, que ficam embebidos neste liquido e se movimentam com a movimentação do líquido. Para melhor compreensão é como uma plantação de trigo que se movimenta com o vento em várias direções. Esta movimentação gera uma pequena energia elétrica que é transmitida ao cérebro pelo nervo da audição onde será decodificada e gerar a compreensão dos sons. Existem basicamente 2 tipos de surdez: A surdez de condução é a menos comum. Afeta o ouvido externo ou médio e acontece quando as ondas sonoras não são bem conduzidas para o ouvido interno. A surdez do nervo auditivo ou da cóclea é aquela que ocorre quando a cóclea que é o órgão interno da audição não consegue transformar a energia mecânica da vibração que o som produz em energia elétrica para transmiti-la ao cérebro que irá entender o som. SURDEZ DE CONDUÇÃOA surdez de condução é aquela que afeta o ouvido externo ou médio e acontece quando as ondas sonoras não são bem conduzidas para o ouvido interno. Entre as causas estão:Excesso de cera no ouvidoInfecções no ouvido:Catarro no ouvido (Otite Secretora ou Otite Serosa)Infecções agudas do ouvido.(Otite Média Aguda)Infecções Crônicas do Ouvido (Otite média Crônica).Imobilização de um ou mais ossinhos do ouvido. (Otosclerose) Normalmente os problemas de surdez de condução podem ser resolvidos por tratamento médico (remédios) ou por cirurgia. SURDEZ DA CÓCLEA OU DO NERVO AUDITIVOTambém conhecida pelos médicos por surdez neurossensorial ou sensorioneural.É a forma mais comum de surdez.As causas podem ser várias desde problemas menores como diminuição na irrigação sangüínea do ouvido até mais sérias como tumores cerebrais. Estes problemas também ocorrem como parte do processo de nosso envelhecimento. A partir de 55 anos de idade a audição pode começar a diminuir como acontece com a visão em idade menor ainda. Esta diminuição normal da idade varia muito de pessoa para pessoa e está normalmente ligada a herança genética, e a condições anormais a que o ouvido foi exposto durante a vida (barulho intenso, infecções etc.) ou a doenças gerais como hipertensão arterial e diabete que podem afetar o ouvido. Existem muitos mitos e desinformações sobre surdez. As pessoas geralmente falam que não há nada o que se pode fazer para surdez. Atualmente a grande maioria das pessoas pode ser ajudada. Outra desinformação é que acupuntura ou homeopatia pode curar a surdez. Não há nenhuma evidência científica quanto a isso. Outro mito é que aparelhos de audição não ajudam, porém a grande maioria pode ouvir muito bem com um aparelho bem adaptado e prescrito por médico. CAUSAS DA SURDEZ DO NERVOExistem muitas causas da surdez do nervo.Duas das mais comuns são:Exposição a ruído de alta intensidade ou sons altos.Presbiacusia (surdez pela idade)Outras causas incluem:Viroses (rubéola, caxumba)MeningiteUso de certos medicamentos ou drogasPropensão familiar (hereditárias)Traumas na cabeçaDoenças cárdio-circulatóriasDefeitos congênitosAlergiasProblemas metabólicos (diabete por exemplo)
Zumbido

O Zumbido é relacionado popularmente como “barulho nos ouvidos”. Aqui estão algumas informações para os que sofrem desse mal. O que é o Zumbido? Muitas pessoas sofrem de zumbido, e, é comum as pessoas terem zumbido pelo menos uma vez na vida. O zumbido se caracteriza pela percepção do som quando não existe nenhum ruído presente. Para algumas pessoas é apenas um incômodo, “um chiado”, para outras é uma situação estressante que altera a qualidade de vida. Esse zumbido varia sensivelmente de pessoa para pessoa. Por exemplo, tem pessoas que ouvem chiados no ouvido, ou som de apito, outras ouvem um tom e outras ouvem sons variados. É parecido com um som de rádio fora da sintonia. Existem pessoas com zumbido que ouvem barulhos como estes 24 horas por dia. No início da doença muitos pacientes ficam preocupados e amedrontados, com uma série de preocupações. Os pacientes com zumbido sempre perguntam: Será que outras pessoas sofrem disto? Será que o zumbido desaparecerá? Pode piorar? Perderei minha audição? Como posso dormir e trabalhar com todo esse barulho? Será que é uma doença grave? Importante é para a pessoa que está sofrendo de tais sintomas, procurar ajuda de um médico otorrinolaringologista. Importante também que a pessoa com zumbido entre em contatos com pessoas que sofrem do mesmo problema (como grupos de auto-ajuda para compartilhar experiências) e que já aprenderam a lidar com essas sensações e aflições. A família sendo compreensiva e paciente com essa situação e buscando informações para poder lidar melhor com o problema ajuda bastante. O zumbido pode distrair e perturbar bastante o paciente, afetando o humor, a habilidade de concentrar-se e o sono. Qual a causa do Zumbido? Em muitos casos as causas não são totalmente esclarecidas. Existem alguns fatores mais comumente associados com o zumbido: acúmulo de cera nos ouvidos, alguns medicamentos (antibióticos, aspirinas, etc), exposição ao ruído, infecção de ouvido, alterações hormonais, traumatismo de cabeça e pescoço, entre outros. O que pode agravar o Zumbido? A forma de como o zumbido reage é muito variável de pessoa para pessoa. Mas o paciente deve alertar-se para os seguintes fatos: Especialmente para aqueles que já possuem o zumbido, devem evitar ou reduzir exposições maiores ao barulho. Alguns medicamentos são Ototóxicos e prejudicam os ouvidos – podendo piorar o zumbido. É importante que o paciente relate ao seu médico os medicamentos que estava ou está tomando. O álcool, nicotina e cafeína e alguns alimentos como sal, queijo, vinho tinto (alguns pacientes relataram um agravamento do zumbido após ingeri-los), podem piorar o zumbido. Tratamento para o Zumbido? Existem algumas opções para tratar o zumbido que podem proporcionar alívio ao paciente. É importante ter em mente que o zumbido de cada pessoa responde de forma diferente às várias tentativas de tratamento. O paciente deve sempre tentar outras formas e nunca desistir ou desanimar. Aparelhos auditivos: se o paciente tiver perda de audição e zumbido localizado nas freqüências médias ou baixas, o aparelho auditivo permitirá ouvir sons ambientais que poderão mascarar o zumbido. Alguns medicamentos foram testados no tratamento do zumbido. Esses medicamentos são usados no auxílio à ansiedade, depressão e distúrbios do sono. O tratamento de tais sintomas pode indiretamente auxiliar no alívio do zumbido. Mascaradores de Zumbido: Parecem com os aparelhos de audição e produz um som agradável, que disfarça o barulho do zumbido. Os mascaradores ambientais produzem sons para ajudar a pessoa a adormecer. Podem-se obter os efeitos dos mascaradores ligando-se um ventilador, rádio ou TV em volume baixo. Existem CDs disponíveis que reproduzem sons da natureza, tais como chuva, cachoeira e ondas do mar, que podem ajudar. Habituação auditiva: O tratamento pode levar mais que um ano. Essa terapia dedica-se ao retreinamento do ouvido para ignorar ou habituar-se ao zumbido. Aparelhos terapêuticos de audição que emitem amplas faixas de ruídos – normalmente mais baixos que o zumbido – são usados para tentar aliviar o zumbido. Terapias de relaxamento: Exercícios para tentar aliviar o stress, como meditação, yoga etc.