Como tratar a sinusite

O termo rinossinusite é o mais utilizado atualmente, já que a rinite e a sinusite são, freqüentemente, uma doença em continuidade. De acordo com as diretrizes da AMB e CFM, sob supervisão da ABORL, a rinossinusite pode ser clinicamente definida como uma resposta inflamatória da membrana mucosa que reveste a cavidade nasal e os seios paranasais. Essa resposta inflamatória pode estar associada a processo infeccioso (bacteriano, viral ou fúngico) ou ser secundária a reações alérgicas, vasomotoras (temperatura) ou a substâncias químicas (poluição, cigarro, etc.). As alterações estruturais do nariz, como desvios de septo nasal, obstrução do complexo óstiomeatal (COM) e hipertrofia de adenóides12-14 são fatores predisponentes das rinossinusites. O diagnóstico da rinossinusite é predominantemente clínico quando da presença de dois ou mais dos sinais maiores, sendo a secreção purulenta um forte fator preditivo, ou um maior e pelo menos dois menores da lista abaixo: Fatores Preditivos de rinossinusite aguda:Maiores:• Tosse• Febre• Dor/pressão Facial• Obstrução ou congestão nasal• Secreção nasal/retro nasal purulenta• Hiposmia/anosmiaMenores:• Cefaléia• Halitose• Dor em arcada dentária• Otalgia ou pressão em ouvidos Fonte: Tratado de ORL da SBORLQuanto a classificação das rinossinusites, a mais utilizada é a temporal, relacionada com a duração e freqüência do processo1, sendo dividida em aguda, subaguda, aguda recorrente, crônica e crônica agudizada. RINOSSINUSITE AGUDAA rinossinusite aguda pode durar até 4 semanas. Na grande maioria dos casos, apresenta boa resposta ao tratamento clínico adequado. As rinossinusites agudas alérgicas não apresentam febre, sendo os sintomas menos intensos. É importante ressaltar que a suspeita de uma rinossinusite aguda bacteriana deve ocorrer quando os sintomas de uma IVAS viral pioram após o quinto dia ou persistem por mais de 10 dias. RINOSSINUSITE SUBAGUDAA rinossinusite subaguda representa a continuação de uma rinossinusite aguda em que não houve resolução completa dos sintomas. Os sintomas se mantém após a quarta semana de instalação da rinossinusite aguda, podendo perdurar até 12 semanas. Os pacientes podem ou não ter sido tratados na fase aguda da doença. Entretanto, os sintomas na fase subaguda são mais amenos do que na fase aguda. RINOSSINUSITE RECORRENTEA rinossinusite recorrente é definida por 3 ou mais episódios de rinossinusite aguda no ano, com ausência de sintomas entre eles. RINOSSINUSITE CRÔNICAA rinossinusite crônica caracteriza-se pela persistência dos sinais e sintomas por mais de 12 semanas. As alterações inflamatórias da mucosa tornam-se persistentes e quanto maior o tempo de evolução, menores as possibilidades de reversão com o tratamento clínico. RINOSSINUSITE CRÔNICA AGUDIZADAConsiste na exacerbação e/ou agudização dos sintomas de um paciente com rinossinusite crônica.A freqüência dos sintomas da sinusite aguda (tosse, rinorréia purulenta, halitose, cefaléia, dor facial, febre) ou da crônica (rinorréia purulenta, congestão nasal, tosse, secreção posterior, halitose, dor de garganta) varia com a faixa etária e intensidade do quadro. DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR• RX simples: o valor diagnóstico é controverso e discutível. Pode ser solicitado na sinusite aguda quando existe dúvida diagnóstica. Deve ser solicitado em posição ortostática. Não indicado no controle evolutivo de uma sinusite• Tomografia Computadorizada: está indicada nas sinusites crônicas ou recorrentes, nas complicações de sinusites agudas, devendo ser realizada de preferência após tratamento clínico.• Nasofibroscopia: é recomendada para todos os pacientes com qualquer tipo de queixa nasal. Na falta do equipamento endoscópico, poderá ser dispensada, sempre que o quadro clínico, a rinoscopia anterior e outros exames complementares forem suficientes para o diagnóstico. TRATAMENTO CLÍNICOA Rinossinusite aguda, rinossinusite alérgica e viral, que apresentam sintomas mais leves e com secreção clara, podem ser tratadas com descongestionante tópico, antiinflamatórios e corticóides tópicos ou sistêmicos, utilizados por até cinco dias.Em rinossinusites com características bacterianas, preconiza-se a amoxicilina com duração de tratamento de 10 a 14 dias. A amoxicilina pode ser substituída, na dependência da evolução clínica, por amoxicilina em associação com o ácido clavulânico ou por uma cefalosporina de segunda (cefaclor, cefprozil, axetil-cefuroxima) por 10 a 14 dias. Novos macrolídeos (Claritromicina) e quinolonas (levofloxacino, gatifloxacino, moxifloxacino) em adultos podem também ser utilizados. Rinossinusite crônicaNa rinossinusite crônica, preconiza-se a utilização da amoxicilina com ác. clavulânico, a clindamicina ou a associação metronidazol com cefalosporinas de primeira ou segunda geração, ativos contra S. aureus e anaeróbios. O tempo de tratamento dependerá da evolução clínica, podendo ser recomendada duração de 3 a 5 semanas.Não existem estudos comprovando a eficácia dos mucocinéticos no tratamento coadjuvante da rinossinusite.Os corticóides são utilizados quando existe edema importante da mucosa nasal, cefaléia intensa, pólipos ou quadro alérgico associado. Podem ser prescritos por via tópica, que favorece o uso prolongado, ou oral, por no máximo 7 dias.Nos casos de rinossinusite aguda recorrente e nos casos de sinusite crônica com agudizações freqüentes, após o tratamento do quadro agudo, devemos pesquisar os fatores predisponentes, principalmente o que envolve alergia, deficiências imunológicas, refluxo e alterações anatômicas.Nesses casos, além de tratar esses fatores, podemos dispor de medicamentos imunoestimulantes, visando aumentar a resistência às recidivas bacterianas que são responsáveis por essas agudizações. TRATAMENTO CIRÚRGICOO principal objetivo do tratamento cirúrgico é restaurar a aeração e drenagem dos seios paranasais e do complexo óstiomeatal com o mínimo trauma possível e conseqüente restabelecimento da função mucociliar da mucosa acometida. CONCLUSÃOAs rinossinusites apresentam etiologia multifatorial, com fatores predisponentes que envolvem predisposição genética, a condição imunológica e a anatomia do nariz.Conseqüentemente, sua abordagem necessita de uma avaliação detalhada desses fatores, principalmente nos casos agudos recorrentes e crônicos, devendo seu tratamento contemplar esse fatores, o que envolve o uso de antibióticos, corticóides tópicos e sistêmicos, imunoestimulantes e até mesmo cirurgias funcionais minimamente invasivas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. Lanza D, Kennedy D. Adult rhinosinusitis defined. Otolaryngol Head Neck Surg 1997; 117:S1-7.2. Kaliner MA, Osguthorpe JD, Fireman P, et al. Sinusitis: bench to bedside. Current findings, future directions. Otolaryngol Head Neck Surg 1997; 116:S1-20.3. Clement PA, Bluestone CD, Gordts F, et al. Management of rhinosinusitis in children. Arch Otolaryngol Head Neck Surg 1998; 124:31-4.4. Araújo E, Sakano E, Weckx LLM. I Consenso Brasileiro sobre rinossinusite. Rev Bras Otorrinolaryngol (supl) 1999; 65:6-30.65. Wald ER, Guerra N, Byers C. Upper respiratory tract infections in young children:duration and frequency of complications. Pediatrics 1991; 87:129-33.6. Lusk RP, Stankiewicz J. Pediatric rhinosinusitis. Otolaryngol Head Neck Surg 1997; 117:S53-7.7. Hadley JA,
Dicas para manter a respiração saudável

Evitar permanecer muito tempo em ambientes muito refrigerados.Se for fumante, pare de fumar. Se não for, evite ambientes de fumo passivo.Mantenha a higiene nasal com lavagens diárias com soro fisiológico.Não use descongestionantes nasais sem indicação médica.Use máscaras para manipular produtos químicos voláteis.Se houver secreções, evite “fungar”. Assue o Nariz sem muita força e use lenço descartável.Mantenha seu ambiente de dormir bem arejado.Se for alérgico, evite roupas de lã, carpetes, bichinhos de pelúcia, cortinas de pano e colchas felpudas.Evitar animais com pêlo dentro de casa.Na faxina de casa, evitar usar o espanador de pó. Prefira um pano úmido.
O que é sinusite

A sinusite é um quadro inflamatório da mucosa que reveste a cavidade nasal e os seios paranasais, ocorrendo, geralmente, após gripes e resfriados. Devemos suspeitar de sinusite quando os sintomas do resfriado comum (obstrução nasal, secreção nasal purulenta e tosse) persistem por mais de 10 dias ou quando houver piora dos sintomas após o quinto dia.O paciente se queixa de obstrução/congestão nasal; dor/pressão nos seios paranasais; secreção nasal purulenta ou gotejamento posterior; diminuição do olfato; tosse e febre. Pode também apresentar dor de cabeça; mau hálito e dor em arcadas dentárias. De acordo com sua evolução, a sinusite pode ser classificada em aguda (duração dos sintomas por até 04 semanas) ou crônica (persistência dos sintomas por mais de 12 semanas). Em qualquer estágio de sua evolução, a doença pode extrapolar os limites anatômicos dos seios paranasais e causar complicações orbitárias e intracranianas, que são graves e, às vezes, fatais.São sinais de alerta falta de melhora após 72h de tratamento com antibiótico adequado, surgimento de edema/eritema palpebral, alterações visuais, cefaléia intensa, toxemia e sinais de irritação meníngea. O diagnóstico da sinusite é clínico.Devemos realizar um exame físico completo, incluindo a endoscopia nasal. Nos casos crônicos e recorrentes, bem como nas suspeitas de complicações, podemos realizar a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.O tratamento consiste no uso de antibióticos; lavagem nasal com solução salina; vasoconstrictor oral ou nasal e corticosteróide em alguns casos. O tratamento cirúrgico é indicado nos casos de complicações, falhas no tratamento clínico, recidivas freqüentes e para a correção de fatores predisponentes, como desvios septais, conchas bolhosas…etc.Atualmente, ele é realizado através de modernas técnicas de instrumentação cirúrgica, utilizando fibras ópticas e pinças especiais, com todo o acesso realizado por dentro do nariz, sem a necessidade de cortes externos. A Sinusite tem cura?Por sinusite entende-se a inflamação infecciosa (ou não) dos seios da face. Caso a sinusite tenha sido causada por bactérias, o uso de antibióticos consegue, na maior parte das vezes, eliminar o processo infeccioso e ‘curar’ o paciente.Contudo, o que ocorre na maioria das vezes é que alterações extra-seios da face (desvios de septo, por exemplo) causam problemas na drenagem das secreções produzidas nos seios.Essas secreções represadas se infectam com muita facilidade, tornando os episódios de sinusite muito recorrentes. Então, quando o paciente tem uma infecção, faz uso de antibióticos, fica curado e, pouco tempo depois, tem outra sinusite. Não adianta ficar tratando o paciente seguidamente com antibióticos sem saber o que vem causando a recorrência dos quadros. Em grande parte das vezes, a cirurgia dos seios da face, ou simplesmente a cirurgia do septo, é capaz de solucionar este problema. Consulte o médico otorrinolaringologista de sua confiança.
O papel do nariz na respiração

O nariz desempenha importante papel no sistema respiratório, cabendo a ele a ele a função de umidificar, aquecer e filtrar o ar inspirado. Fatores ambientais como a baixa umidade, poluição e frio exigem um trabalho ainda maior do nariz para que sejam mantidas as características ideais do ar que chega aos pulmões.Anatomicamente o nariz é dividido pelo septo nasal em duas cavidades, revestidas por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado na região do vestíbulo nasal e pseudo-estratificado cilíndrico ciliado (respiratório) a partir do vestíbulo, com relevos ósseos nas paredes laterais denominados cornetos, que são em número de três em cada lado (inferior, médio e posterior). A mucosa que recobre o corneto inferior tem característica erétil, ou seja, pode aumentar de volume de acordo com estímulos ambientais. Na região dos cornetos médio e superior é onde se encontram os óstios de drenagem dos seios da face.Quando há alteração na função nasal um dos principais sintomas é a obstrução que, instintivamente, ocasiona respiração bucal para manter o suprimento de ar necessário a oxigenação dos tecidos. Secundariamente é muito comum a ocorrência de sinusites. Do ponto de vista anatômico e fisiológico a respiração bucal não desempenha as funções necessárias para a adequação do ar que é inspirado às condições necessárias para o pulmão, ocasionando vários problemas. Nas crianças a respiração pela boca pode ocasionar infecções de toda a arvore respiratória, conseqüência da filtragem inadequada do ar, alterando também o desenvolvimento da face e dentição, alem de prejudicar o crescimento, já que se torna difícil respirar e comer ao mesmo tempo.Nos adultos a respiração bucal está associada a roncos noturnos, apneia do sono, mau hálito e inflamações crônicas da faringe e laringe. Em qualquer faixa etária a respiração pela boca agrava as doenças pulmonares, principalmente asma e bronquite. São várias as causas que podem prejudicar as funções do nariz, sendo as principais a rinite, desvios do septo nasal, hipertrofia adenoideana, pólipos nasais e tumores. Há ainda as alterações congênitas de desenvolvimento do nariz.
RINITE ALÉRGICA ATINGE MORADORES URBANOS

A rinite alérgica, tão típica, principalmente entre moradores de grandes cidades, é uma inflamação da mucosa do nariz desencadeada por agentes que geram uma resposta exagerada do sistema de defesa. O nariz fica obstruído, coça insistentemente, provoca espirros e força o indivíduo a uma respiração via oral. Essa doença pode ser sazonal, quando associada à alergia ao pólen, ou crônica.A situação pode ficar séria se a reação alérgica atingir a mucosa dos pulmões e inflamar as vias aéreas, gerando a asma. Vacinas e antiinflamatórios podem evitar todo esse problema logo no início. De acordo com a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia, muitas pessoas não dão importância para a rinite, porém esquecem que as vias respiratórias fazem parte do aparelho respiratório como um todo. AsmaO tratamento da rinite alérgica foi estabelecido como estratégia para prevenção da asma pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a partir de um encontro de especialistas no final de 1999. Na ocasião, foi lançado o projeto Aria (sigla em inglês para rinite alérgica e impacto sobre a asma). Segundo a entidade, a asma é a doença alérgica mais prevalente e perigosa. Se acaso você estiver com esses sintomas consulte seu médico!
RINITE ALÉRGICA

Você sabia que a rinite alérgica pode ser prevenida com medidas simples? A limpeza e arrumação na casa, evitando o acumulo de pó, ajudam a evitar as crises alérgicas.Muitas vezes, não podemos evitar o ar condicionado do local onde trabalhamos, é uma realidade, contudo podemos controlar o ambiente da nossa casa, em especial o quarto onde dormimos. Já se sabe que o controle ambiental no quarto onde o paciente com rinite dorme é o que tem maior impacto na redução de suas queixas. São dicas importantes: 1) Evitar carpetes e tapetes. Dar preferência a pisos que possam ser limpos com um pano úmido, pelo menos uma vez por dia.2) Tirar do armário do quarto roupas de inverno, cobertores, tapetes, cortinas de tecidos, e tudo que não é utilizado com frequência e que pode acumular poeira.3) Trocar a roupa de cama uma a duas vezes por semana.4) Manter o quarto arejado e ventilado, livre de odores.5) Retirar os bichinhos de pelúcia do aposento. Estar atento aos baús de brinquedos das crianças e que acumulam pó. Esses objetos devem ficar em um local fora do quarto de seus filhos.6) Bichos de estimação não devem ter acesso ao quarto.7) Se sua casa estiver em reforma, paciência, vai ser muito difícil controlar a rinite enquanto a obra durar ou enquanto você estiver bem próximo a ela. Mas evitar os fatores desencadeantes das crises de rinite nem sempre resolve, nesse caso é preciso então procurar um otorrinolaringologista para uma avaliação. Isso porque nem tudo que entope o nariz é rinite alérgica. Muitas vezes trata-se de um desvio de septo ou uma sinusite crônica que estão perpetuando os sintomas e isso só o otorrino poderá dizer. Em se confirmando apenas rinite, o caso pode ser tratado em conjunto com o medico alergologista ou o pediatra.Por último, um alerta. Usar vasoconstritores nasais (aquelas gotinhas para desentupir nariz) durante as crises é uma péssima ideia. Principalmente se as crises são frequentes. Cuidado! Essas medicações podem viciar o paciente e, quando usadas de forma repetida, aumentam as chances de hipertensão e outras doenças.
SANGRAMENTO NO NARIZ: EPISTAXE

Um problema com muitas causas. O que é Epistaxe?A epistaxe, mais conhecida como sangramento nasal, é uma manifestação clínica freqüentemente encontrada na prática médica, sendo que na maioria das vezes é de pequena intensidade, não necessitando de cuidados médicos. Segundo estatísticas, 60% da população já teve pelo menos um episódio de sangramento nasal, sendo que apenas 6% necessitou de assistência médica e de 7 a 15 % foi recorrente.Geralmente o sangramento ocorre em um lado das fossas nasais e, eventualmente, dos dois lados. Além disso, pode ser anterior, envolvendo a parte da frente do septo nasal, ou pode ser posterior, a que ocorre na porção posterior das fossas nasais. Quais são as causas da Epistaxe?A epistaxe não tem uma causa definida, pode ocorrer por inúmeros fatores diferentes e apresenta diversas variáveis.As principais causas são: pressão arterial muito elevada, distúrbios de coagulação do sangue, tumores (basicamente malignos, que tendem a ter sangramentos espontâneos), ou mesmo traumas, que podem ser feitos com o próprio dedo, unha, ou ainda resultado de acidentes ou pancadas. Como agir em casos assim? Quase todas as hemorragias nasais anteriores não complicadas podem ser resolvidas através de simples medidas. O procedimento adequado é colocar a pessoa sentada, recostada, com a cabeça levemente fletida, e fazê-la comprimir o nariz com o dedo (na região onde há as “asas do nariz”), por um período de 5 a 10 minutos, que é o tempo de coagulação do sangue.— O fato de abaixar a cabeça faz o sangue sair pelo nariz com maior pressão, então as pessoas acreditam que está sangrando mais, mas na realidade é a mesma coisa. Quando a pessoa levanta a cabeça, o sangue desce pela garganta e vai direto para o estômago, e então ela acha que parou de sangrar, uma vez que, não vê mais o sangramento. E se não estou conseguindo estancar o sangramento? O que devo fazer?Se a pessoa não consegue estancar a hemorragia usando os métodos caseiros, deve procurar um hospital imediatamente. Alguns procedimentos deverão ser adotados: primeiro a estabilização hemodinamica, se houver queda da pressão, a seguir será feito um exame minucioso da cavidade nasal, a fim de detectar o ponto hemorrágico. É adequada a realização de um exame de sangue, para saber se tem algum distúrbio de coagulação e tentar quantificar a perda de sangue.Uma vez localizado o ponto de sangramento procede-se uma cauterização, que pode ser elétrica, química ou com laser. Algumas vezes o sangramento é tão grande que o médico necessita tamponar o nariz, que é um método que se baseia na compressão, onde algum material, como merocel, é colocado dentro do nariz para estancar o sangramento nasal. O tamponamento pode ser de dois tipos: o anterior e o posterior, dependendo do tipo e local do sangramento. Como posso prevenir esse sangramento?Não existe exatamente uma dica de prevenção. Mas as pessoas podem diminuir a probabilidade de ocorrência identificando a causa e tratando de fatores predisponentes como, por exemplo, a hipertenssão. O exame otorrinolaringológico, através da endoscopia nasal ou videorinoscopia, é muito importante!