Mau hálito

Na halitose ou mau hálito ocorre uma situação onde são liberados odores desagradáveis pela boca ou por outras cavidades aéreas como nariz, seios paranasais e faringe. Existem várias causas que podem provocar mau hálito dentre elas, sinusites, amidalites, má escovação dos dentes e da língua, alterações dentárias, gastrointestinais, comprometimento da função do fígado, dos rins, alterações hormonais e o uso de alguns medicamentos. Contudo, a origem do mau hálito está situada na cavidade oral em 80 a 90% dos casos. O cheiro desagradável está, na maioria das vezes, relacionado à presença de gases contendo enxofre em sua composição, os quais são produzidos por bactérias presentes na boca do paciente.
Pigarro

O pigarro é afecção bastante comum, geralmente ligada ao tabagismo e a estados gripais. O tabagismo causa alterações na superfície das vias aéreas (que conduzem o ar até os pulmões). Acredita-se que algumas delas sejam irreversíveis.Devido ao potencial tóxico de algumas substâncias presentes na fumaça do cigarro e também à própria temperatura dos gases inalados, ocorre a perda do funcionamento normal dos cílios (pequenos ‘pelinhos’ superficiais que têm a função de defesa) e, mais tarde, a morte dessas estruturas. Isso impede uma defesa eficaz, fazendo com que a depuração de partículas na via aérea seja diminuída ou até ausente, gerando a necessidade constante de limpeza da garganta com pigarros freqüentes. O costume do tabagismo também faz com que células de defesa se concentrem nas vias respiratórias. Isso causa inflamação e ‘irritabilidade’ da superfície respiratória devido à tosse ou ao pigarro provocado na tentativa de combater partículas e substâncias nocivas. Então lá vai um conselho: Pare de fumar já! O pigarro que aparece depois de resfriados e gripes também está relacionado à maior concentração de células da defesa na via respiratória, causando ‘irritação’ no local, além da diminuição temporária do funcionamento dos cílios (citados acima). Ocorrendo também maior produção de secreções, gerando necessidade constante de limpeza da garganta. Além de gripes e resfriados, outras doenças causadas por microorganismos dão origem ao pigarro pelas mesmas causas, tais como sinusites e rinites infecciosas. Outra situação de aparecimento do pigarro é a doença do refluxo gastresofágico (ou faringo-laríngeo), em que distúrbios digestivos (com ou sem sintomas de azia, náuseas, etc.) geram pigarro ou tosse seca por mecanismo ainda não totalmente conhecido. Outras doenças também podem causar pigarro, inclusive doenças graves, como tumores malignos, e outras menos graves, como doenças pulmonares e nasais (rinite), o que faz com que o paciente com pigarro prolongado deva sempre consultar um médico otorrinolaringologista.
Pigarro: Dicas para profissionais da voz

O pigarro é um sintoma muito comum, principalmente em fumantes e em pessoas que estão expostas a abuso vocal, como os profissionais da voz.Em geral, é um sinal indicativo de alguma inflamação na laringe ou faringe. O primeiro passo é procurar um otorrinolaringologista para afastar qualquer doença mais grave, já que este sintoma pode estar associado ao câncer de laringe.Nada de pastilhas e coisas do tipo, nada disso vai combater verdadeiramente o pigarro, essas pastilhas só vão dar “certo” alivio, depois volta tudo a ser como antes. Nas irritações leves, como no abuso vocal, beber muita água e a ingestão de alimentos adstringentes, como a maça, pode trazes alivio.Atenção ao ruído externo: O barulho ambiente faz com que a pessoa instintivamente fale com mais intensidade no intuito de se sobressair e ser ouvida. Procure abafar o ruído externo (fechando janelas, colocando cortinas e/ou tapetes, mudando o local da aula para um ambiente mais tranqüilo…etc.) ou use microfone.Cuidado com a poeira e o giz: Poeira e pó de giz são altamente irritantes, gerando irritações e ressecamento das vias aéreas, o que predispõem a uma alteração vocal. Mantenha a sala limpa; aspire freqüentemente cortinas e tapetes; remova pó e limpe o quadro de giz com um pano úmido. Gripes e resfriados: evite falar sussurrado e chupar pastilhas analgésicas para melhorar a voz. Ambas não são medidas adequadas. Com certeza poupar a voz durante um resfriado é importante. Mas ao falar sussurrado, ao invés de poupá-las, você está forçando ainda mais suas pregas vocais. O correto é falar com a menor intensidade possível. Pastilhas analgésicas são apenas soluções paliativas, pois parecem melhorar a voz ao anestesiar o trato vocal. Mas na verdade, levam a pessoa a perder o controle dos movimentos em geral causando abuso das pregas vocais. Tosse e pigarrear: Outro hábito comum é tossir e/ou pigarrear na expectativa que estes artifícios limpem a garganta e ‘soltem’ a voz. Apesar de estes recursos darem a sensação de alívio do sintoma de pressão na garganta, com eventual melhora da voz, provocam sempre a piora das condições da laringe.Para uma boa projeção da voz há vários aspectos que devem ser considerados:Boa postura é fundamental. O corpo deve estar relaxado e bem posicionado, com o peso do corpo distribuído igualmente sobre os pés. O queixo paralelo ao solo e as vias respiratórias desobstruídas.A expressão corporal também auxilia na emissão da mensagem.A roupa interfere no desempenho vocal. Roupas apertadas, desconfortáveis, salto alto prejudicam a postura e a respiração e conseqüentemente atrapalham um bom aproveitamento da voz. Posição na sala enquanto fala. Fique de frente para os ouvintes, assim sua voz se projeta de forma mais clara.Evite falar enquanto escreve no quadro, de costas ou de lado para a platéia.Inteligibilidade da fala. Fiquem atentos as suas falas e procurem se corrigir.Um bom exercício é gravar uma aula e escutar-se depois. Observe se você fala muito rápido, com a voz pouco audível, alto demais, se ‘come’ letras e sílabas, etc. Se necessário consulte um fonoaudiologista, é muito importante.Respiração: é outro fator que tem grande influência sobre a nossa voz. A respiração nasal é a mais adequada. O nariz é o órgão preparado, por sua anatomia, para aquecer, umidificar e filtrar o ar que vai para os nossos pulmões. Por isso apesar de respiração bucal ser a que capta a maior quantidade de ar, não é a mais saudável. A respiração correta é a abdominal. No entanto, se observa entre as mulheres uma preferência pela respiração costo-abdominal, ou seja, com leve elevação do busto, o que as torna mais suscetíveis a alterações respiratórias e disfonias. Hidratar as pregas vocais é uma medida preventiva muito importante.Quanto mais utilizamos a voz maior deve ser a hidratação para a reposição de saliva. A hidratação pode ser feita pela umidificação do ambiente, inalação direta de vapor, beber água ou outro fluido hidratante e respiração nasal. Um cuidado que devemos ter é o ‘choque térmico’ nas pregas vocais. O correto é tomar o líquido em pequenos goles devagar os mantendo um pouco na boca para ‘estabilizar’ a temperatura antes de engolir. Evitando bebidas muito geladas ou ‘fervendo’.Falar demais ou mudar o padrão vocal: Falar demais não é, em si, um problema. É preciso cuidado para que a fala não seja produzida a partir de um esforço vocal. Também não é aconselhável mudar seu padrão vocal, o que pode levar a um abuso vocal. Embora às vezes seja necessário mudar o padrão para compor um personagem, é preciso cuidado para não forçar demais as pregas vocais nem fazê-lo por períodos muito extensos. Cuidem-se!
Dicas para preservar sua voz

Realizar avaliações e cuidados clínicos regulares;Identificar e respeitar predisposições, sensibilidades, alergias e limites individuais;Alternar atividade e repouso de forma adequada;Priorizar o sono regular e satisfatório;Alimentação regular, evitando jejum prolongado ou abusos alimentares, principalmente antes de dormir;Evitar excesso de tensão, estresse e estado crônico de ansiedade;Evitar o abuso de bebidas alcoólicas, tranqüilizantes e estimulantes; · Prevenir e tratar o refluxo, evitando alimentos ácidos, gordurosos, que causem azia ou má digestão;Não forçar a voz, evitando gritar ou cochichar;Articular bem as palavras e manter o volume normal da voz;Não fumar e não utilizar drogas como maconha e cocaína;Manter atividades físicas aeróbicas regulares e evitar obesidade;Ingerir líquidos, mantendo a garganta hidratada;Evitar o uso profissional da voz em condições de esforço muscular ou respiratório;Os profissionais da voz devem realizar técnicas de aquecimento da voz;